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UnB sediará encontro nacional de pesquisadores negros em 2026

ResumoA Universidade de Brasília (UnB) sediará o Encontro Nacional de Pesquisadores Negros (ENPN) em 2026. O evento reunirá pesquisadores de todo o Brasil para debates sobre ciência, raça e políticas afirmativas. A programação e orientações para participação estão em fase de preparação.

A Universidade de Brasília (UnB) sediará o Encontro Nacional de Pesquisadores Negros (ENPN) em 2026. O evento, que reúne pesquisadores de todo o Brasil, promete debates sobre ciência, raça e políticas afirmativas. Veja o que já se sabe sobre a programação e como se preparar.

Juliana Espíndola
por Juliana EspíndolaColunista de literatura infantojuvenil · 12 de julho de 2026
4 min de leitura
UnB sediará encontro nacional de pesquisadores negros em 2026

A confirmação chegou como um convite à esperança: a UnB vai sediar o Encontro Nacional de Pesquisadores Negros (ENPN) em 2026. A notícia, recebida com entusiasmo pela comunidade acadêmica, reacende o debate sobre a presença negra na ciência brasileira. Para quem pesquisa ou sonha em pesquisar, o evento é um marco, um espaço de troca, visibilidade e construção coletiva.

A UnB foi confirmada como sede do ENPN em 2026, evento que reúne pesquisadores negros de todo o Brasil para discutir ciência, raça e políticas afirmativas. A data exata e a programação detalhada ainda serão divulgadas pela comissão organizadora.

O que é o Encontro Nacional de Pesquisadores Negros?

O ENPN é um dos maiores eventos científicos voltados à produção de conhecimento por e sobre pessoas negras no Brasil. Realizado desde 2000, o encontro circula por universidades públicas e privadas, promovendo debates sobre epistemologias negras, ações afirmativas, educação antirracista e representatividade na ciência.

Em edições anteriores, o evento já passou por instituições como a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A edição de 2026, na UnB, promete dar continuidade a essa tradição de acolhimento e rigor acadêmico.

Por que a UnB foi escolhida?

A escolha da UnB como sede não é casual. A universidade tem uma trajetória de protagonismo em políticas de ação afirmativa e de combate ao racismo institucional. Em 2004, a UnB foi uma das primeiras universidades federais a adotar o sistema de cotas raciais, antes mesmo da Lei de Cotas (Lei 12.711/2012). Além disso, a instituição abriga centros de pesquisa como o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB) e o Programa de Pós-Graduação em Metafísica (PPG-Metafísica), que investigam questões raciais e epistemologias negras.

O que esperar do ENPN 2026 na UnB?

Embora a programação completa ainda não tenha sido divulgada, o ENPN costuma incluir:

  • Mesas-redondas com pesquisadores renomados sobre temas como racismo científico, saúde da população negra e educação quilombola.
  • Grupos de trabalho (GTs) para submissão de artigos e comunicações orais.
  • Minicursos sobre metodologias de pesquisa, escrita acadêmica e ativismo digital.
  • Atividades culturais com artistas negros locais.

A expectativa é que o evento aconteça no segundo semestre de 2026, provavelmente no campus Darcy Ribeiro da UnB. A confirmação oficial deve sair em breve, junto com o edital de submissão de trabalhos.

Como participar do encontro?

Para participar, o primeiro passo é ficar atento ao site oficial do ENPN e às redes sociais da comissão organizadora. Geralmente, a inscrição é aberta a todos os interessados, com taxas reduzidas para estudantes e membros de movimentos sociais. A submissão de trabalhos costuma ocorrer entre 4 e 6 meses antes do evento.

Quem deseja apresentar pesquisa pode se preparar desde já: revise seu artigo, organize os dados e pense em como sua investigação contribui para o debate racial no Brasil. O ENPN é um espaço de escuta e de fala, leve sua voz.

O impacto do ENPN na carreira acadêmica

Participar do ENPN pode abrir portas. O evento é reconhecido por agências de fomento como a CAPES e o CNPq, e a apresentação de trabalho pode contar como atividade curricular em programas de pós-graduação. Além disso, é uma oportunidade única de networking com pesquisadores que pensam o Brasil a partir de uma perspectiva antirracista.

Para quem está começando, o ENPN oferece um ambiente acolhedor. Muitos participantes relatam que o encontro foi o primeiro passo para publicar em periódicos, ingressar em grupos de pesquisa ou até mesmo orientar novos alunos.

Dúvidas comuns sobre o ENPN 2026

Quando será o ENPN 2026 na UnB?

A data exata ainda não foi confirmada. A comissão organizadora deve divulgar o cronograma nos próximos meses. A tendência é que o evento ocorra entre agosto e novembro de 2026.

Quem pode se inscrever no ENPN?

Qualquer pessoa interessada pode se inscrever, mas o foco são pesquisadores negros e suas produções. Estudantes de graduação, pós-graduação, professores e ativistas são bem-vindos.

Como submeter trabalho para o ENPN?

A submissão é feita pelo site oficial do evento, durante o período estipulado no edital. É necessário enviar resumo expandido ou artigo completo, conforme as normas do evento.

Há custos para participar?

Sim, há taxa de inscrição, mas com valores reduzidos para estudantes e membros de movimentos sociais. Bolsistas de agências de fomento podem solicitar auxílio para cobrir despesas.

O ENPN é apenas para pesquisadores negros?

Não. O evento é aberto a todos, mas prioriza a produção de pesquisadores negros e o debate sobre questões raciais. Aliados e não-negros também podem participar, desde que respeitem o protagonismo negro.

Como chegar à UnB para o evento?

O campus Darcy Ribeiro fica em Brasília, próximo à Asa Norte. É possível chegar de transporte público (ônibus e metrô) ou carro. A universidade costuma disponibilizar orientações sobre hospedagem e transporte durante o evento.

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Juliana Espíndola

Juliana Espíndola

Colunista de literatura infantojuvenil

Contadora de histórias e mediadora de leitura, forma pequenos leitores com afeto.

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